Mães

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009 | Mensagens

A Nanda recebeu essa linda mensagem no trabalho dela e dividiu com a gente. Estou também estou repassando para quem quiser ler.

Elas sabem conjugar, como ninguém, alguns verbos. Numa lista incompleta diante de tanta força e energia, são elas que amam, beijam, carregam, distraem, ensinam, fortalecem, garantem, inventam, jogam, lutam, mimam, ninam, orientam, protegem, resgatam, salvam, torcem e vencem. Quando preciso, ralham, discutem, repreendem, castigam. E muitas vezes sofrem, choram, buscam, desafiam e superam-se.

Para elas, somos eternos meninos e meninas e nós, mesmo crescidos, vez ou outra, gostaríamos de fazer voltar a bobina do tempo para nos deitarmos em colo acolhedor e, outras tantas, ansiamos de novo pela proteção de um útero para nos salvar do mundo. E, quando longe – às vezes muito longe, nesta distância que a morte inventa –, tudo daríamos pela sua presença amiga e protetora, um anjo da guarda de carne e osso que a vida nos dá.

Algumas se tornam esta força inesgotável e este sempre presente amor pela realização de uma possibilidade biológica. Outras, na impossibilidade da gestação física, fazem-se portadoras da mesma força pela via do coração, quando o abrem a crianças que, sem este gesto, estariam condenadas a mais dura das solidões, a ausência de um lar. Outras tantas, a quem a vida priva da constituição de uma nova família, fazem dos pais e irmãos, dos amigos e colegas de trabalho, os seus filhos potenciais e cercam-nos de cuidados e proteção. Ou ainda, no trabalho voluntário, tornam-se mães de centenas de crianças, jovens e adultos.

Por conta delas, e por esses e outros tantos e inesgotáveis motivos, o mundo e a vida ficam mais bonitos e o caminho mais suave. E nós, por lições que aprendemos  – de nossas mães biológicas, de nossas mães do coração e de nossas mães amigas – somos melhores pelo legado de sua presença, mesmo quando a presença se faz saudade que não mais acaba. 

Que neste domingo que lhes reservam os calendários, a lembrança destes rastros de luz que mulheres mães nos dão todos os dias e nos legaram com suas vidas levem-nos a valorizá-las e a amá-las cada vez mais, em todos os outros dias de todos os outros anos por vir.

Até mais !

Deixe a raiva secar…

Sábado, 24 de Janeiro de 2009 | Mensagens

(Acabei de receber essa mensagem por email e achei tão bonitinha.)

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. 

No dia seguinte, Júlia, sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã. 

Júlia, então, pediu para a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.

Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.

Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:
- Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo e ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão! 

Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mãe, com muito carinho ponderou:

- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo, todo branquinho, e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.  

- Você lembra o que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro.

Depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo.  

Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão.

Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente?  

Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.

Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.  

- Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou.

E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.

Nunca tome qualquer atitude com raiva. A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são. Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta diante de uma situação difícil.

Seja Feliz !!!