Terça-feira, 5 de Agosto de 2008 | Beagles
Não… não é o André, nem o Arthur. É o cão, o Sherlock.
Vou contar a triste história. Os meus cães estão super acostumados a me verem logo de manhã pra lá e pra cá no quintal com saco de lixo, balde e esfregão, jornal, vasilha de água etc e ficam sentadinhos, como disse anteriormente, esperando que eu termine de limpar a sujeira. Quando eu volto de mãos vazias eles ficam excitados porque sabem que já é hora de tomar o café da manhã. Aà sim se levantam, me cercam, agitam os rabinhos, pura felicidade rs. Pego a ração e dou à eles.
Na quinta-feira passada, como sempre os dois ficaram esperando, só que quando eu terminei, só a Lara veio na minha direção. Até procurei o Sherlock perto do portão, mas fui incrédula achando mesmo que ele não iria bisbilhotar a rua sem o desjejum, isso é sagrado pra ele. Foi então que eu o achei na cozinha, ô meu Deus, fuçando no pacote de pão. Fiquei tão brava que o peguei pelo colarinho e o joguei pra fora. Se eu pudesse voltar atrás, certamente voltaria. Na mesma hora me arrependi. Quando ele caiu, caiu de mau jeito em cima da perna e chorou. Ficou tão magoado comigo que me virou a cara e tive que dar o café da manhã pra ele na minha mão.
Ficou quietinho o dia inteiro, não chorava nem reclamava quando passávamos a mão na perna dele, mas só pudemos levá-lo ao veterinário pra checar tudo direitinho, no sábado. Não quebrou nada, mas pelo raio-x foi constatada uma luxação. O osso saiu do lugar e internamos o Sherlock pra ver se conseguiam colocá-lo no lugar. Tomou anestesia, apagou, mas em várias tentativas o osso imediatamente saia do lugar certo.
Fiquei mais péssima ainda, super chateada, sem ânimo pra fazer nada. Só queria chorar, pedi perdão. Ele teria que ser operado.
Ontem, logo no primeiro horário eu o levei para uma cirurgia, que já tÃnhamos marcado, ele já estava há 12 horas de jejum. Assinei um termo de responsabilidade e só conseguia enxergar a palavra “óbito” no papel. Fiquei apreensiva o dia todo por notÃcias, liguei várias vezes para a clÃnica. Uma hora ele ainda estava sendo operado, na outra ainda estava desacordado e quando perguntei se estava vivo, a senhora do outro lado até riu rs. Sei lá, tudo pode acontecer não é? O veterinário não estava pra me dar notÃcias, enfim, fiquei esperando em casa e assim que ele ligou, fiz algumas perguntas, o Sherlock já tinha voltado da anestesia e fui buscar meu cãozinho.
Ele veio com aquele “abajur” na cabeça pra não mexer no curativo e está isolado da Lara, pra ela não mexer também. Comeu, tomou água, fez um xixizão. De noite, chorou um pouco de noite, tomou novamente um remédio, tomou mais água. Hoje pela manhã, dei a ração com os remédios. Estava tudo junto, mas o danado cuspia os comprimidos, que já estavam em pedaços menores. Bom, tentei de várias maneiras e consegui que ele comesse os comprimidos junto com um pedacinho de frango desfiado, na minha mão. * suspiros *
Ainda não tratei do curativo. Aliás, o Edu é quem vai fazer isso, tenho agonia, aflição, acho que não saberia fazer isso direito.Â
Agora torço e rezo muito, pra que ele se recupere plenamente. Ainda está muito cedo e ele ainda manca, não coloca a pata no chão.
Que ele me perdoe um dia, Deus também. E que isso me sirva de lição. Um ato súbito de violência pode deixar marcas pra uma vida toda, mesmo que você não tenha tido essa intenção.
Até mais !
 

















