Thursday, 26 de July de 2007 | Arthur,Família,Momentos especiais
Este post é bem longo….
Sábado de manhã… Arthur ainda na barriga se mexeu bastante e às 8h começaram as contrações. Estavam bem desordenadas e com alguma dor. Fomos ao shopping para trazer brinquedos para o André. Eram presentes que o Arthur daria a ele assim que eles se conhecessem. Já no estacionamento, com a minha barriga gigantesca, um segurança ofereceu uma cadeira de rodas, que eu educadamente recusei. Enquanto o Edu estava na loja de brinquedos comprando a surpresa, eu e André fomos à livraria, onde ele ganhou dois livrinhos para ele. No shopping eu já andava em ritmo lento, respiração ofegante e o curioso é que eu percebia que as pessoas olhavam diferente pra mim… Será que eu estava demonstrando todo o meu desconforto? Acho que sim, porque pouco depois uma segurança perguntou se eu estava me sentindo bem…
Almoçamos em casa. Liguei para o meu irmão e disse que poderia precisar dele a qualquer momento para que ficasse com o André. Coloquei meus últimos pertences nas malas e deixei todas juntas. O Arthur estava chegando mesmo, eu já não duvidava mais disso. No meio da tarde as contrações já estavam intensas e ritmadas. Comecei a anotar o horário e a duração das contrações. O intervalo entre elas era de 6 a 8 minutos e duravam de 25 a 40 segundos, às vezes mais às vezes menos.
Já passava das 20h quando as contrações ainda meio desordenadas já estavam começando a me deixar louca. Tomei um remédio pra aliviar a dor e um banho bem demorado e quentinho pra tentar relaxar e ajudar a passar o tempo. A dor se amenizou por uns 20 minutos mas logo voltou com força total. A essa altura eu já estava achando que o Arthur ia nascer em casa. Edu fez um exame de toque e o colo ainda duro e fechado. Edu ligou para o meu sogro e pra minha cunhada. Como já era noite pra viajar, eles viriam na manhã seguinte. Ligou também para o meu médico e já o deixou de sobreaviso. Explicou algo sobre as contrações e caso não acontecesse nada antes, ficou previamente combinado que iríamos nos encontrar no hospital às 7:30h da manhã seguinte.
Eram 22h30, as contrações já estavam num nível quase insuportável. Eu tentava achar uma posição confortável e revezava entre a cama e o sofá da sala, e ficava em pé, sentada ou deitada. Tudo para tentar levar o processo adiante, mas o tempo parecia não passar.
As contrações já vinham em intervalos menores do que 5 minutos e duravam cerca de 1 minuto. Fiquei boa parte do tempo deitada no sofá, no intervalo entre as contrações eu tentava relaxar, cochilar… A essa altura o Edu já tinha colocado o André pra dormir e ficou ao meu lado, me fazendo companhia.
Quase 1h da manhã de domingo, veio uma contração super forte, que durou 1 minuto. O curioso é que a freqüência ainda estava desordenada variando de 3 a uns 7 minutos. Às vezes vinham super fortes e outras vezes bem fraquinhas. E fui levando…
Passava um pouco das 2h quando tomei remédio outra vez. Ele levou quase uma hora pra fazer algum efeito e durou bem pouco, cerca de meia hora, mas já foi um alívio. Às 3h, tomei outro banho e meia hora depois lá estava eu já vestida pra sair, deitada novamente no sofá da sala. E por que o sofá ? Ele era mais mole que a cama e meu corpo se acomodava melhor…
Já estava exausta, querendo uma anestesia, uma cesárea, qualquer coisa que fizesse parar aquela dor e trouxesse meu filho pra mim. Edu também já estava pronto e preparou uma malinha para o André, com suco, leite, biscoitos, alguma roupa, escovinha de dentes… Comecei a ficar angustiada porque alguém tinha que ficar em casa com o André, não ia dar muito certo acordá-lo e levá-lo conosco para o hospital. Acho que ele ia chorar. E na hora do parto? Edu pensou em chamar o meu irmão pra ir pra maternidade nos encontrar lá. Achei melhor chamá-lo sim, mas pra ficar em casa, assim o André continuaria dormindo e tudo ficaria mais tranquilo, pra todos nós. Não sabíamos quanto tempo ainda levar, aqui em casa o André tem toda a infra-estrutura. Edu concordou comigo.
Já eram 4h, ainda achei muito cedo pra ligar e acordar meu irmão e nem sei como, aguentei mais uns minutos. Quando já estava dando quase 5h, Edu fez mais um exame de toque e num misto de nervosismo e felicidade me disse pra irmos imediatamente pra maternidade, já estava com uns 7 cm de dilatação. Nem me deixou tomar outro banho. Ligou para o meu irmão e em menos de meia hora ele já estava aqui em casa. Fiquei bem mais tranquila, afinal o André ficaria bem. Meu irmão estava uma carinha de sono tadinho, mas percebi como ficou transtornado com a minha cara. Acho que nessa altura eu era capaz de bater em alguém *rs.
Entrar no carro foi difícil, mas pior ainda foi passar pelos buracos das ruas. Ainda bem que o hospital é bem próximo. Cerca de 15 ou 20 minutos já estaríamos lá. O Edu andou bem devagar quando as contrações vinham, mas sabia que não poderia perder muito tempo. Só não chegamos antes porque ele errou o caminho hehehe.
Chegamos no hospital cerca de 6 da manhã e o médico de plantão tinha acabado de entrar num parto. Era necessário esperar por ele e o Edu achou melhor não ligar para o meu médico ainda. Nesse meio tempo mediram a minha pressão. Eu não quis esperar deitada na maca da sala do médico, deitar e levantar era uma árdua tarefa. Voltei pra sala de espera e entre uma contração e outra, já meio transtornada, dizia pro Edu que não ia dar tempo, que o meu médico não ia chegar a tempo e nas contrações eu me contorcia toda e gemia baixinho. Pensava comigo que esse esforço todo tinha que valer a pena, que eu tinha que conseguir ter o parto normal. Era só o que o me faltava ter mais de 20 horas de dor e passar por mais uma cesárea, sabe-se porque ainda pensei nisso… Por sorte, até que o tal parto foi rápido e o médico de plantão chegou. Lembro que sentar e deitar novamente naquela maca foi uma experiência bem dolorida, só consegui quando senti a segurança das mãos do Edu me apoiando. Assim que o médico me examinou, pediu que a enfermeira entrasse em contato com o meu médico com urgência. Arthur estava quase nascendo. A dilatação era quase total. Ele até brincou: o seu médico vai chegar rapididinho, a tempo de pegar o “nenê.” hehehe Fui colocada numa cadeira de rodas, deixamos as malas no quarto e imediatamente entrei na sala de cirurgia. Edu foi se paramentar pra assistir ao parto.
Pra adiantar já me deram uma analgesia, aliás, “santa” analgesia. Eram 6:50h e comecei a ver uma luz no fim do túnel, adeus dor… Muito rapidamente meu médico chegou. Já sob efeito da analgesia, ele rompeu a minha bolsa. Ainda restava um tiquinho de colo duro, o que foi resolvido com mais umas três contrações. Com a analgesia a gente perde a noção da força, então, o anestesista me ensinou como eu deveria agir. Eu deveria prender o ar no pulmão, bem cheio, e fazer força lá embaixo. Chegou a minha vez de participar e sempre que o médico solicitava, eu fazia o combinado, com direito a careta e tudo. Dessa vez eu tinha que conseguir. Ele também ajudava a gravidade empurrando o Arthur apertando a minha barriga. Foi tudo muito rápido, acho que umas cinco contrações e às 7:29h o Arthur nasceu. Nossa, que felicidade ! Com cordão e tudo, colocaram-no sobre mim e eu chorei muito, o Arthur também. Eu consegui, nós conseguimos. Eu não estava amarrada, sentia minhas pernas, meu filho ali sobre mim. Bem vindo ao mundo meu querido !
Ele foi levado pra ser examinado, 2.900g, 47cm, Apgar 9-10. Enquanto isso, percebi que eu estava levando alguns pontos. Sim, a episiotomia foi necessária.
Quando o Arthur voltou, colocaram-no novamente sobre mim e num gesto involuntário ele colocou a sua mãozinha sobre o meu rosto. Foi maravilhoso sentir aquele carinho. Edu filmou tudo e na medida do possível, fez algumas fotos.
Depois dos procedimentos todos, fomos todos juntos para quarto, cerca de 8h e pouco. Eu, Edu e Arthur. Logo pude tomar banho e tomar café da manhã. Pedi pro Edu ir pra casa ver o André. Meu primogênito passou o tempo todo dormindo, nem deu tempo de sentir nossa falta, graças a Deus. Meu irmão foi então para o hospital e ficou comigo, foi o primeiro a conhecer o Arthur. Umas duas horas depois chegaram o Edu com o André e minha cunhada, que tinha chegado de São Paulo. André, que em casa perguntou por mim, ficou absolutamente encantado com o irmãozinho que estava naquele berço de acrílico. Ficou cismado com o pé roxo de tinta carimbo usada na papelada do nascimento. Quis fazer carinho e como ele é meio estabanado, tínhamos que ficar de olho. André ganhou presentes do Arthur e ficou ainda mais feliz. Tudo isso perto da hora do almoço, Arthur tinha apenas algumas horas de vida. Pedi pro Edu levar o André pra almoçar em casa, eu também queria tentar descansar. As pessoas conversavam comigo e eu com muito sono, via tudo dobrado na minha frente.
Eu deitava de lado e ficava admirando meu menino, tão pequenino e fofo. Segurava o berço e cochilava.
A participação das mães no hospital é quase total, não tem moleza não hehehe. Um pouco mais tarde, uma enfermeira veio para acompanhar o primeiro banho do Arhur, que também seria no quarto. Perguntou se eu queria dar o banho, mas por estar um pouco tonta ainda, preferi que ela mesma desse e filmei tudo.
Preferi que o Edu passasse a noite com o André em casa. No hospital, sempre tinha alguém passando por lá pra me orientar e me ajudar no que fosse necessário, então não tive problemas em ficar sozinha com o Arthur. Aliás fui acordada tantas vezes ora pra tomar remédio, ora pra tentar dar o peito pra ele que eu até perdia a noção da hora, já estava há muito tempo sem dormir e senti muita fome. Contei os minutos pra que o café da manhã chegasse novamente *rs. Tinha um pão francês divino !
Meu sogro já estava em casa e pôde ajudar com o André para que o Edu passasse um tempo comigo.
O segundo banho do Arthur eu mesma dei, que gostosinho. Até que me lembrei dos detalhes direitinho. Ele demorou um pouco pra aprender a mamar, sugar direitinho no peito mesmo, só no dia seguinte, na segunda-feira. Além de preguiçoso, só queria saber de dormir. Nesse meio tempo ele tomou o meu colostro mesmo, só que extraído por ordenha, que foi tranquila. Esse fato atrasou um pouco a nossa alta, das 14h para as 17h. Eu estava doida pra ir pra casa e ficar com o André também, mas o pediatra queria se assegurar que o Arthur sairía do hospital mamando.
Enfim, chegou a tão sonhada hora de irmos embora. Edu e André vieram nos buscar e embaixo de uma chuvinha fomos todos pra casa ! A família agora está completa !









Oi, amiga… Lendo o seu post, sofri junto!!! Que dureza, hein!!! Mas, com certeza, ao ver a carinha do Arthur… toda a dor foi esquecida em segundos!!! Qualquer sacrifício vale a pena!!! E o André… está com muito ciúme??? Agora faltam as fotos, né??? Cadê???? Ficaremos esperando!! Beijos!!
Ai Aninha juro pra vc que admiro muito quem tem essa coragem que vc teve! Eu não tive e acho q nem tenho sou fraca e muito, mas muito medrosa mesmo pra encarar um parto normal!
Estou louca pra ver muitas fotos colorindo esse cantinho!
Beijinhos!
Aninha,
Que emoção ao ler seu post…acho que senti sua dor…
Mas que bom que tudo deu certo e o Arthur já está aí em seus braços, junto com toda a família.
Que Deus abençoe muito.
Quando der volte com mais novidades e fotinhos ;o)
beijão
Puxa querida, que mulher de garra vc é…
Parabéns pelo seu lido parto…
Mas me diz uma coisa, como esta o Andre agora?? Esta com ciúmes??? E o Arthur, é bonzinho??
Põe fotinhos dos dois juntos..
Biejos e mais uma vez Parabéns.
Vanessa, Davi e Pedro(na barriga)
Aaaaaaiiiiiiiii que relato mais lindo!
Emocionante, Aninha!!
Parabéns mais uma vez!!!
Bjs!
Ahhh, eu tenho uma perguntinha, é meio tola eu sei, mas é que tenho essa curiosidade… Vc que já passou pelas duas experiências, cesárea e PN, qual das duas vc recomenda? O PN ou a cirurgia cesárea?
Aninha, imagino a emoção de sentir e passar por tudo isso. Tantas mulheres sonham com o parto normal, as vezes não dá certo, como na sua primeira gravidez, mas DEus é muito sábio e faz sempre a coisa certa, né??
Que Ele continue abençoando você e sua família. E estou doida pra ver fotinhos da família completa, dos irmãos e muitos scraps lindos.. ehehe
Sou empolgada, né?
Sei que o tempo deve estar mais curto ainda agora!! Mas a gente espera!!
Beijinhos
Oi Aninha !que maravilha que vc conseguio ! o segundo é sempre mais facil que o primeiro ,a minha tbem foi assim ia ser um PN super rapido ,mais eu nao tinha forças ,devido as ITUS e a pedra ,eu nao sabia o que doia mais se a s contraçoes ou a pedra no rim que doia ate os cabelos ,as contraçoes perdia feio eram dores tao fraquinhas rs* .amiga o andre é muito amoroso ,vc não vai ter problemas com ele ,eu ja imagino ele docil e carinhoso com o arthur ,poe fotinho dele !! amiga bjusss e fiquem com Deus e os anjinhos.
Puxa apesar de tanta dorzinha…Estou muito emocionada com o seu relato sobre o parto do Arthur!
Foi lindo!
Que emocionante, Aninha! Parabéns!!!
Bjos
lindo seu relato…ele veio um mundo de uma forma muito bonita e bem natural, parabens!
Nossa Aninha, suuper emocionante ! amei !!!
quero ver fotos dos dois lindos jjuntos heim ??
um beijo grande
Puxa Ana, que relato lindo!!!
Que abençoado seu momento, seu Arthur, tudo…
Desejo uma felicidade sem fim pra essa família maravilhosa.
Parabéns mamãe, papai, André e Pequeno Arthur.
Deus os abençôe!!!
Bjs
(quero ver as fotos hein?? e o filme tb…)
Ana
ADOREI o relato de seu VBAC. Acho que vc não se lembra de mim, mas participamos juntas do ME. A Malu mandou um link pro seu blog e, como estou tentando um VBAC tbem, vim correndo ler.
Grande abraço e muita alegria para vc e seus meninos.
Jo (35 semanas, mãe do Rodrigo e aguardando outro mocinho)