2007 Julho

Primeira consulta

Terça-feira, 31 de Julho de 2007 | Arthur

Pegamos o André na escolinha e fomos todos ao pediatra. Arthur está pesando 3.260g e medindo 48,5cm. Já espichou e engordou.

Ele está com 8 dias e já passou o peso de nascimento. Estava olhando as minhas anotações e o André só foi “recuperar” o peso do nascimento com 12 dias !

No mais tudo bem, agora tenho que levá-lo pra fazer alguns exames: o da orelhinha e o do pezinho (no hospital só tinha o básico, preciso do ampliado).

A primeira semana

Segunda-feira, 30 de Julho de 2007 | Arthur,Família

Não foi muito fácil não. Se antes eu não conseguia dormir direito por causa do tamanho da barriga, agora, não durmo direito por motivos óbvios ;-) De três em três horas o Arthur pede pra mamar, às vezes leva mais tempo, às vezes menos. E na troca da fraldinha é um chororô, aff… que pulmão ! Também, está um frio de lascar, ninguém merece…

E o pezinho? Que coisinha mais fofa, é absolutamente minúsculo !

É tão gostoso sentir cheirinho de nenê de novo ! Parece que tudo se renova, as esperanças, os planos, tudo !

Bom… o Arthur começou a mamar direitinho na segunda-feira passada, no dia da alta. Na maternidade ele ainda ficava meio perdido tentando achar o bico, mas foi chegar em casa que tudo se normalizou. Nem me estressei, já passei um perrengue com o André, que levou uma semana pra mamar, que tinha certeza que dessa vez ia ser mais fácil. Graças a Deus !

O leite desceu no terceiro dia, tanto tanto que empedrou até. Tive que apelar para uma bombinha tira-leite pra conseguir aliviar a dor. Agora tudo está normalizado ;-)

Arthur também gosta de um colinho. Adora um abraço quentinho da mamãe pra pegar no soninho. Aliás, é um mama-dorme de dar gosto. Dorme melhor de tarde, do que noite, acho que porque é mais quentinho.

Não gostou dos primeiros banhos, comecei a deixar a água um pouquinho mais quente e agora ele curte, fica quietinho e relaxa.

Não teve icterícia, está um fofinho ! É tão pequeninho que tenho que dobrar a fralda, as mangas e vira e mexe os braços ficam completamente pra dentro da roupa, deixando as mangas vazias *rs.

Com ele tudo bem, mas comigo… quanta diferença !! O corte da epsiotomia (lááá embaixo, ui !) doeu bastante, ardeu e ficava até difícil sentar. Passada essa fase veio uma dor terrível no cóccix, se eu sentava não conseguia levantar. Comecei a tomar remédio e melhor MUITO ! Agora que a bacia e os ossos coemçam a voltar pro lugar, cada hora é uma dorzinha diferente, mas tudo dentro do aceitável. Então, beleza !

O Edu ficou “mais ou menos” em casa, em um dos trabalhos dele não deu tempo de remanejar os compromissos. Mas tudo bem, até que deu tudo certo.

André voltou a ir pra escolinha na quarta-feira, dia 25. No dia anterior fui colocar o tênis nele e ele perguntou se ia pra escolinha, então, contratei um transporte escolar para levá-lo. Eu já tinha conversado com a moça da “perua” enquanto estava grávida. Ele adorou a novidade e ficou super contente !

Tempos modernos

Domingo, 29 de Julho de 2007 | André

André pintando a Sally (Cars) no computador… ;-)

Soninho bom…

Sábado, 28 de Julho de 2007 | Arthur

A cegonha chegou !

Sexta-feira, 27 de Julho de 2007 | Amigos,Arthur,Cotidiano

As meninas do Scrapblog rechearam o meu dia de carinho ! Muito fofo o mimo que chegou aqui em casa pela manhã.

Foto de hoje !

P.S.: Hoje é feriado aqui na cidade. Tínhamos uma consulta no pediatra, a primeira, mas chegamos na porta da clínica e ela estava fechada. Humpt.

O parto

Quinta-feira, 26 de Julho de 2007 | Arthur,Família,Momentos especiais

Este post é bem longo….

Sábado de manhã… Arthur ainda na barriga se mexeu bastante e às 8h começaram as contrações. Estavam bem desordenadas e com alguma dor. Fomos ao shopping para trazer brinquedos para o André. Eram presentes que o Arthur daria a ele assim que eles se conhecessem. Já no estacionamento, com a minha barriga gigantesca, um segurança ofereceu uma cadeira de rodas, que eu educadamente recusei. Enquanto o Edu estava na loja de brinquedos comprando a surpresa, eu e André fomos à livraria, onde ele ganhou dois livrinhos para ele. No shopping eu já andava em ritmo lento, respiração ofegante e o curioso é que eu percebia que as pessoas olhavam diferente pra mim… Será que eu estava demonstrando todo o meu desconforto? Acho que sim, porque pouco depois uma segurança perguntou se eu estava me sentindo bem…

Almoçamos em casa. Liguei para o meu irmão e disse que poderia precisar dele a qualquer momento para que ficasse com o André. Coloquei meus últimos pertences nas malas e deixei todas juntas. O Arthur estava chegando mesmo, eu já não duvidava mais disso. No meio da tarde as contrações já estavam intensas e ritmadas. Comecei a anotar o horário e a duração das contrações. O intervalo entre elas era de 6 a 8 minutos e duravam de 25 a 40 segundos, às vezes mais às vezes menos.

Já passava das 20h quando as contrações ainda meio desordenadas já estavam começando a me deixar louca. Tomei um remédio pra aliviar a dor e um banho bem demorado e quentinho pra tentar relaxar e ajudar a passar o tempo. A dor se amenizou por uns 20 minutos mas logo voltou com força total. A essa altura eu já estava achando que o Arthur ia nascer em casa. Edu fez um exame de toque e o colo ainda duro e fechado. Edu ligou para o meu sogro e pra minha cunhada. Como já era noite pra viajar, eles viriam na manhã seguinte. Ligou também para o meu médico e já o deixou de sobreaviso. Explicou algo sobre as contrações e caso não acontecesse nada antes, ficou previamente combinado que iríamos nos encontrar no hospital às 7:30h da manhã seguinte.

Eram 22h30, as contrações já estavam num nível quase insuportável. Eu tentava achar uma posição confortável e revezava entre a cama e o sofá da sala, e ficava em pé, sentada ou deitada. Tudo para tentar levar o processo adiante, mas o tempo parecia não passar.

As contrações já vinham em intervalos menores do que 5 minutos e duravam cerca de 1 minuto. Fiquei boa parte do tempo deitada no sofá, no intervalo entre as contrações eu tentava relaxar, cochilar… A essa altura o Edu já tinha colocado o André pra dormir e ficou ao meu lado, me fazendo companhia.

Quase 1h da manhã de domingo, veio uma contração super forte, que durou 1 minuto. O curioso é que a freqüência ainda estava desordenada variando de 3 a uns 7 minutos. Às vezes vinham super fortes e outras vezes bem fraquinhas. E fui levando…

Passava um pouco das 2h quando tomei remédio outra vez. Ele levou quase uma hora pra fazer algum efeito e durou bem pouco, cerca de meia hora, mas já foi um alívio. Às 3h, tomei outro banho e meia hora depois lá estava eu já vestida pra sair, deitada novamente no sofá da sala. E por que o sofá ? Ele era mais mole que a cama e meu corpo se acomodava melhor…

Já estava exausta, querendo uma anestesia, uma cesárea, qualquer coisa que fizesse parar aquela dor e trouxesse meu filho pra mim. Edu também já estava pronto e preparou uma malinha para o André, com suco, leite, biscoitos, alguma roupa, escovinha de dentes… Comecei a ficar angustiada porque alguém tinha que ficar em casa com o André, não ia dar muito certo acordá-lo e levá-lo conosco para o hospital. Acho que ele ia chorar. E na hora do parto? Edu pensou em chamar o meu irmão pra ir pra maternidade nos encontrar lá. Achei melhor chamá-lo sim, mas pra ficar em casa, assim o André continuaria dormindo e tudo ficaria mais tranquilo, pra todos nós. Não sabíamos quanto tempo ainda levar, aqui em casa o André tem toda a infra-estrutura. Edu concordou comigo.

Já eram 4h, ainda achei muito cedo pra ligar e acordar meu irmão e nem sei como, aguentei mais uns minutos. Quando já estava dando quase 5h, Edu fez mais um exame de toque e num misto de nervosismo e felicidade me disse pra irmos imediatamente pra maternidade, já estava com uns 7 cm de dilatação. Nem me deixou tomar outro banho. Ligou para o meu irmão e em menos de meia hora ele já estava aqui em casa. Fiquei bem mais tranquila, afinal o André ficaria bem. Meu irmão estava uma carinha de sono tadinho, mas percebi como ficou transtornado com a minha cara. Acho que nessa altura eu era capaz de bater em alguém *rs.

Entrar no carro foi difícil, mas pior ainda foi passar pelos buracos das ruas. Ainda bem que o hospital é bem próximo. Cerca de 15 ou 20 minutos já estaríamos lá. O Edu andou bem devagar quando as contrações vinham, mas sabia que não poderia perder muito tempo. Só não chegamos antes porque ele errou o caminho hehehe.

Chegamos no hospital cerca de 6 da manhã e o médico de plantão tinha acabado de entrar num parto. Era necessário esperar por ele e o Edu achou melhor não ligar para o meu médico ainda. Nesse meio tempo mediram a minha pressão. Eu não quis esperar deitada na maca da sala do médico, deitar e levantar era uma árdua tarefa. Voltei pra sala de espera e entre uma contração e outra, já meio transtornada, dizia pro Edu que não ia dar tempo, que o meu médico não ia chegar a tempo e nas contrações eu me contorcia toda e gemia baixinho. Pensava comigo que esse esforço todo tinha que valer a pena, que eu tinha que conseguir ter o parto normal. Era só o que o me faltava ter mais de 20 horas de dor e passar por mais uma cesárea, sabe-se porque ainda pensei nisso… Por sorte, até que o tal parto foi rápido e o médico de plantão chegou. Lembro que sentar e deitar novamente naquela maca foi uma experiência bem dolorida, só consegui quando senti a segurança das mãos do Edu me apoiando. Assim que o médico me examinou, pediu que a enfermeira entrasse em contato com o meu médico com urgência. Arthur estava quase nascendo. A dilatação era quase total. Ele até brincou: o seu médico vai chegar rapididinho, a tempo de pegar o “nenê.” hehehe Fui colocada numa cadeira de rodas, deixamos as malas no quarto e imediatamente entrei na sala de cirurgia. Edu foi se paramentar pra assistir ao parto.

Pra adiantar já me deram uma analgesia, aliás, “santa” analgesia. Eram 6:50h e comecei a ver uma luz no fim do túnel, adeus dor… Muito rapidamente meu médico chegou. Já sob efeito da analgesia, ele rompeu a minha bolsa. Ainda restava um tiquinho de colo duro, o que foi resolvido com mais umas três contrações. Com a analgesia a gente perde a noção da força, então, o anestesista me ensinou como eu deveria agir. Eu deveria prender o ar no pulmão, bem cheio, e fazer força lá embaixo. Chegou a minha vez de participar e sempre que o médico solicitava, eu fazia o combinado, com direito a careta e tudo. Dessa vez eu tinha que conseguir. Ele também ajudava a gravidade empurrando o Arthur apertando a minha barriga. Foi tudo muito rápido, acho que umas cinco contrações e às 7:29h o Arthur nasceu. Nossa, que felicidade ! Com cordão e tudo, colocaram-no sobre mim e eu chorei muito, o Arthur também. Eu consegui, nós conseguimos. Eu não estava amarrada, sentia minhas pernas, meu filho ali sobre mim. Bem vindo ao mundo meu querido !

Ele foi levado pra ser examinado, 2.900g, 47cm, Apgar 9-10. Enquanto isso, percebi que eu estava levando alguns pontos. Sim, a episiotomia foi necessária.

Quando o Arthur voltou, colocaram-no novamente sobre mim e num gesto involuntário ele colocou a sua mãozinha sobre o meu rosto. Foi maravilhoso sentir aquele carinho. Edu filmou tudo e na medida do possível, fez algumas fotos.

Depois dos procedimentos todos, fomos todos juntos para quarto, cerca de 8h e pouco. Eu, Edu e Arthur. Logo pude tomar banho e tomar café da manhã. Pedi pro Edu ir pra casa ver o André. Meu primogênito passou o tempo todo dormindo, nem deu tempo de sentir nossa falta, graças a Deus. Meu irmão foi então para o hospital e ficou comigo, foi o primeiro a conhecer o Arthur. Umas duas horas depois chegaram o Edu com o André e minha cunhada, que tinha chegado de São Paulo. André, que em casa perguntou por mim, ficou absolutamente encantado com o irmãozinho que estava naquele berço de acrílico. Ficou cismado com o pé roxo de tinta carimbo usada na papelada do nascimento. Quis fazer carinho e como ele é meio estabanado, tínhamos que ficar de olho. André ganhou presentes do Arthur e ficou ainda mais feliz. Tudo isso perto da hora do almoço, Arthur tinha apenas algumas horas de vida. Pedi pro Edu levar o André pra almoçar em casa, eu também queria tentar descansar. As pessoas conversavam comigo e eu com muito sono, via tudo dobrado na minha frente.

Eu deitava de lado e ficava admirando meu menino, tão pequenino e fofo. Segurava o berço e cochilava.

A participação das mães no hospital é quase total, não tem moleza não hehehe. Um pouco mais tarde, uma enfermeira veio para acompanhar o primeiro banho do Arhur, que também seria no quarto. Perguntou se eu queria dar o banho, mas por estar um pouco tonta ainda, preferi que ela mesma desse e filmei tudo.

Preferi que o Edu passasse a noite com o André em casa. No hospital, sempre tinha alguém passando por lá pra me orientar e me ajudar no que fosse necessário, então não tive problemas em ficar sozinha com o Arthur. Aliás fui acordada tantas vezes ora pra tomar remédio, ora pra tentar dar o peito pra ele que eu até perdia a noção da hora, já estava há muito tempo sem dormir e senti muita fome. Contei os minutos pra que o café da manhã chegasse novamente *rs. Tinha um pão francês divino !

Meu sogro já estava em casa e pôde ajudar com o André para que o Edu passasse um tempo comigo.

O segundo banho do Arthur eu mesma dei, que gostosinho. Até que me lembrei dos detalhes direitinho. Ele demorou um pouco pra aprender a mamar, sugar direitinho no peito mesmo, só no dia seguinte, na segunda-feira. Além de preguiçoso, só queria saber de dormir. Nesse meio tempo ele tomou o meu colostro mesmo, só que extraído por ordenha, que foi tranquila. Esse fato atrasou um pouco a nossa alta, das 14h para as 17h. Eu estava doida pra ir pra casa e ficar com o André também, mas o pediatra queria se assegurar que o Arthur sairía do hospital mamando.

Enfim, chegou a tão sonhada hora de irmos embora. Edu e André vieram nos buscar e embaixo de uma chuvinha fomos todos pra casa ! A família agora está completa !

Arthur nasceu !

Quarta-feira, 25 de Julho de 2007 | Arthur,Momentos especiais

Numa manhã de domingo, 22 de julho de 2007, às 7:29h. Pesou 2,9Kg e mediu 47,5cm. Parto normal.

Obrigada às queridas meninas do Scrapblog que gentilmente deram a notícia em primeiríssima mão.

Estamos muito felizes e ainda bem atrapalhados, tentando readequar a nossa rotina. Então, assim que sobrar mais um tempinho, volto para contar mais novidades: amamentação, reação do André, relatar a saga do parto, etc…

Mil beijos e muito obrigada pelo carinho todo deixado nos recados ! Até mais !

Primeiros sinais ??

Sábado, 21 de Julho de 2007 | Gravidez

Hoje, o Arthur se mexeu sem parar das 5:30h às 7:00h e depois comecei a ter umas contrações com alguma dor, umas pequenas cólicas, bem leves mesmo. Estão bem espaçadas ainda, desordenadas, mas já estou de sobreaviso.

Está mesmo chegando a hora… “teoricamente” faltam dois dias !

Mil beijos e até mais !